
Propostas
Pedagógicas


1.1 - Diversidade: por uma educação emancipatória e inclusiva
Entendemos que uma educação emancipatória é uma educação pautada numa pedagogia histórico-crítica comprometida com um processo de ensino e aprendizagem que seja capaz de contribuir com o desenvolvimento da autonomia do educando frente às estruturas de opressão e desigualdades sociais de classe, raça, gênero e diversidade sexual, com o objetivo de formar sujeitos capazes de compreender e transformar a realidade em que estão inseridos.
Educação Anticapacitista:
Compreendemos que o combate ao capacitismo não é responsabilidade exclusiva da equipe pedagógica, mas exige uma abordagem intersetorial, articulando a Educação com as redes de Saúde, Assistência Social, Direitos Humanos e Proteção à Infância e Adolescência.
Educação Anticapacitista e Intersetorialidade:
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Formação Continuada e Práticas Acessíveis: Estudo docente voltado ao Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) e à implementação prática dos PEIs, fortalecendo a atuação do Napne (Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Específicas) e do setor de mediação pedagógica;
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Conselho de Estudantes pela Acessibilidade e Letramento: Criação de coletivos discentes para mapear barreiras e promover oficinas sobre o modelo social da deficiência, combatendo o capacitismo recreativo e estrutural no cotidiano do campus;
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Defender o cumprimento da Lei Brasileira de Inclusão: estudo de viabilidade junto à CPLAC a fim de fazer valer o direito legal das pessoas com deficiência à prioridade de atendimento no serviço público. Idealmente, essa priorização implica começar a distribuição de carga horária didática docente pelas demandas do NAPNE, articuladas àquelas das coordenações de disciplinas.
Educação Feminista:
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Promover uma educação não sexista, combatendo as desigualdades de gênero, o assédio, a misoginia e a invisibilização das mulheres na ciência e na sociedade. Queremos o Campus Engenho Novo II como um espaço seguro, acolhedor e estimulante para meninas e jovens mulheres.
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Incentivo às Meninas nas Ciências: apoio e fomento a projetos de iniciação científica e extensão voltados à presença de meninas nas áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), aproveitando a estrutura de laboratórios do campus, onde já existem iniciativas bem sucedidas;
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Comissão de Prevenção e Enfrentamento às Violências de Gênero: retomada dos protocolos construídos na gestão anterior e consolidar seus fluxos, focando na escuta acolhedora e mediação/intervenção contra o machismo, a gordofobia e o bullying de gênero, consolidando o Plano Setorial de Prevenção e Enfrentamento aos Assédios, às Discriminações, Racismo e Injúria Racial no âmbito do Colégio Pedro II (PSPE-CPII);
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Transversalidade Curricular: continuidade do incentivo à inclusão da história das mulheres, pensadoras e cientistas nas matrizes curriculares de todos os departamentos de ensino;
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Consolidar a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher com apoio da comunidade escolar;
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Formação de grupos de discussão sobre masculinidades tanto para o corpo discente quanto para servidores.
Educação Antirracista:
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fomentar o combate aos efeitos do racismo estrutural em todas as suas manifestações (sobretudo o racismo recreativo e o ambiental); consolidar o campus ENII como polo de referência de práticas político-pedagógicas antirracistas.
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Construir uma agenda permanente de ações pedagógicas, em parceria com coordenações, departamentos, NEABI, PROGESP e sociedade civil, para promover a sensibilização de toda comunidade escolar sobre as relações étnico-raciais no cotidiano do campus;
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Incentivar a organização de coletivos de discentes, de servidores, grupos mistos, fortalecendo o pertencimento e o direito ao “bem viver” das pessoas racializadas que já convivam no CENII ou que nele venham a ingressar;
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Defender, no âmbito de todas as instâncias de gestão do CP2, a obrigatoriedade do cumprimento da Lei nº 15.142/2025 (“lei de cotas no serviço público”) e do Decreto nº 11.443/2023 (ocupação de cargos de chefia e liderança por pessoas negras no serviço público federal);
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Efetivar a implantação de protocolos institucionais de enfrentamento ao racismo com foco em: i) acolhimento e preservação de vítimas; ii) apuração célere sem abrir mão da sobriedade e da isenção; iii) responsabilização de agressores, podendo encaminhar e/ou acionar outras esferas; e iv) transparências nas medidas adotadas pela instituição em situações concretas de discriminação racial, após respectivos processos internos de apuração e responsabilização concluírem.
Educação Socioambiental
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as emergências climáticas exigem que a educação socioambiental não se limite aos currículos escolares, mas que integre projetos interdisciplinares de ensino, iniciação científica, extensão e artístico-culturais, envolvendo o conjunto da comunidade escolar.
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Proposta de debate para retomada do projeto da horta escolar;
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Retomada das parcerias para coleta de materiais recicláveis;
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Debate e estímulo para a participação da comunidade escolar nas campanhas nacionais de meio ambiente e sustentabilidade.
Educação AntiLBGTfóbica
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por uma pedagogia da diversidade e do respeito. Nossa proposta busca superar os marcos da tolerância ou do tratamento da diversidade como curiosidade ou algo de fora. Nosso foco é a desconstrução de normas e padrões únicos de comportamento e conhecimento. Compreendemos que o silenciamento sobre a homossexualidade e a transsexualidade na escola é um mecanismo de exclusão.
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Estratégia de Efetivação e Engajamento: enfrentamento à LGBTfobia a partir da retomada de protocolos construídos na gestão anterior, consolidar o PSPE-CPII para mediar e punir atos de LGBTfobia;
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Visibilidade e Letramento na Formação: Promoção de ações de formação continuada para os funcionários do CENI, a fim de combater a ideia de que orientação sexual é assunto privado sem relevância pública e/ou pedagógica;
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Incentivar a inclusão de temas relacionados à diversidade sexual e de gênero nas atividades desenvolvidas;
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Articular com a rede de apoio local para garantir a proteção integral de estudantes que sofrem violência familiar ou exclusão social devido a sua identidade de gênero e/ou orientação sexual.
1.2 - Permanência Estudantil: cuidado, acolhimento e condições de estudo
A permanência estudantil do CENII deve ser abordada de forma multifacetada, levando em consideração as demandas que vêm do próprio público-alvo, que são os estudantes do campus, e as questões sociais que atravessam sua realidade. Há a necessidade de estudar algumas possibilidades, mas que contam mais com o aporte orçamentário do que com a boa vontade da gestão.
Segurança Alimentar e Material Escolar
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promover, em articulação com a Reitoria e os setores/seções competentes, estudo de viabilidade técnica e financeira para a oferta de café da manhã e a distribuição de parte do uniforme escolar, alinhando as diretrizes ao estabelecido na Lei Orçamentária Anual (LOA);
Suporte ao PROEJA:
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implementar estratégias específicas de acolhimento para os filhos de estudantes como forma de apoiar a conclusão do ensino médio. Uma possibilidade é o Programa de Acolhimento nas Bibliotecas (PAB) previsto na Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES). Entender se há possibilidade do Colégio Pedro II em participar de editais de Cuidoteca do Governo Federal;
Saúde Mental e Proteção da Infância e Adolescência:
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Fortalecer e continuar com parcerias para projetos de saúde mental voltados aos estudantes, aos exemplos da parceria institucional com a UERJ (Instituto de Psicologia e HUPE); articulação com os equipamentos públicos de proteção à criança e ao adolescente presentes na região tais como Unidades Básicas de Saúde, Centros de Atendimento Psicológico (conjunto CAPS-CAPSi), Assistência Social (CREAS e CRAS), Conselho Tutelar, entre outros;
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Rede de Apoio Intersetorial: articulação permanente com os serviços da rede pública para viabilizar uma atenção integral aos estudantes neurodivergentes, com deficiência e outras demandas, aliviando a sobrecarga das famílias e integrando o cuidado.
Espaços de Estudo de Caso e Diálogo Pedagógico:
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Proposta de realizar reuniões periódicas entre os setores que acompanham o corpo discente no seu dia-a-dia, que poderiam ser abertos aos/às docentes, possibilitando maior diálogo entre os setores pedagógicos e a Direção para estabelecer fluxos de trabalho e comunicação constante, sobre: possíveis flexibilizações de regras, combinados relativos a estudantes, acompanhamentos conjuntos e encaminhamentos gerais. O intuito é evitar o desgaste das equipes e possíveis retrabalhos;
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Estruturação do PAEE e do PEI: Institucionalização do Estudo de Caso colaborativo (envolvendo docentes do ensino comum, professores de AEE, equipe pedagógica, família e o próprio estudante) como metodologia fundamental para diagnosticar barreiras, mapear habilidades e, a partir dele, estruturar com rigor o Plano de Atendimento Educacional Especializado (PAEE) e o Plano de Educacional Individualizado (PEI);
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Projeto de Adequação Idade-Série: considerando a experiência dos projetos anteriores de adequação idade-série, fazer a retomada da discussão, junto à comunidade escolar.
Melhoria de Infraestrutura Pedagógica:
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Investigar a possibilidade de ar-condicionado na quadra para os períodos de calor extremo;
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Investigar a viabilidade de material curativo e de higiene pessoal para o Gabinete Médico a fim de auxiliar sua equipe no atendimento a demandas emergenciais e urgentes;
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Consolidar e viabilizar a estrutura necessária para a Sala de Acolhimento;
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Investigar a possibilidade de uma sala multiuso com tatames para diversificação de práticas corporais;
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Melhorar/modernizar a comunicação interna no campus: maior divulgação e uso da agenda do campus pela própria comunidade escolar, investigar a possibilidade de colocar tela em local estratégica para compartilhamento de informações - sobre o próprio campus, projetos, monitorias, atividades e etc -, comunicação da quadra (telefone ou rádio comunicador);
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Fazer estudo junto à Equipe de Educação Física sobre a possibilidade de uso da quadra durante o período de recreio - número de estudantes, manutenção da limpeza, quais práticas poderiam ser permitidas, presença de assistente de alunos e etc;
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Um papel fundamental no atual contexto da divisão do orçamento público é o desenvolvimento de projetos para o financiamento via emendas parlamentares, em especial para aquisição de bens e equipamentos permanentes.
1.3 - Participação: o fomento à autonomia e à participação estudantil
Fomentar e apoiar a organização política do Grêmio, representantes de turmas e corpo discente; fomentar e apoiar intervenções artísticas, culturais e pedagógicas do corpo discente; fomentar e apoiar feiras de temáticas variadas e saraus construídos pelo próprio corpo discente; e, acolher demandas que surgirem na medida da capacidade do CENII;
Sala do Grêmio:
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Continuar com o planejamento da gestão de obras nas salas 1 e 2 do prédio do Ensino Médio para dividir os espaços com o intuito de consolidar a sala para o Grêmio e obter uma sala de depósito exclusiva para uso da Biblioteca.
Fortalecimento de Coletivos Estudantis:
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apoio institucional para a construção de coletivos e rodas de conversa organizadas pelo corpo discente sobre direitos sexuais e reprodutivos, saúde mental, autonomia, igualdade de oportunidades e de combate às opressões;
Construção Pedagógica da Autodisciplina e Identidade:
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Uso Participativo dos Espaços: incentivar que o corpo discente sejam protagonistas no debate sobre cuidado com o espaço que utilizam, promovendo a reflexão sobre identidade e preservação patrimonial;
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Pertencimento: o uniforme reforça a ideia de identificação dos estudantes e a construção de um sentimento de unidade no território suburbano onde o campus está inserido.